A cantora e compositora Olivia Marsh apresentou ao público seu segundo EP, Paraglider, trabalho que marca uma nova etapa artística em sua trajetória. O projeto nasceu a partir de uma experiência intensa vivida durante um voo turbulento, episódio que despertou reflexões sobre medo, controle e a necessidade de enfrentar situações desconhecidas.
Mais do que um conjunto de músicas, o lançamento representa um retrato do momento pessoal da artista. Ao transformar uma sensação de vulnerabilidade em matéria-prima criativa, Olivia constrói um trabalho que dialoga com questões universais, como insegurança, amadurecimento e a busca por autenticidade. Em entrevista à Billboard Brasil, a cantora revelou que o episódio aéreo serviu como ponto de partida para compreender seus próprios pensamentos e comportamentos diante de situações de pressão.
Um voo turbulento que inspirou uma nova fase
Segundo Olivia, a ideia central de Paraglider surgiu após perceber como sua mente reagiu durante momentos de turbulência. Embora não considere seu medo de voar algo extremo, a artista explicou que situações como essa são capazes de alterar completamente sua forma de pensar temporariamente.
A cantora contou que ficou intrigada com a maneira como uma única experiência pode provocar mudanças emocionais profundas, ainda que passageiras. Esse contraste entre a intensidade do momento e o retorno à normalidade serviu como inspiração para as composições do EP.
O próprio título do projeto simboliza essa dualidade. Durante a entrevista, Olivia refletiu sobre a imagem de alguém suspenso entre o céu e a terra, tendo algum controle sobre sua trajetória, mas também dependendo de forças que não pode dominar completamente. Para ela, Paraglider representa justamente a capacidade de confiar no processo e aceitar que nem tudo está sob seu comando.
A artista destacou ainda que, apesar das circunstâncias externas que cercaram a criação do álbum, sentiu-se criativamente livre e conectada com sua identidade. O resultado é um trabalho que busca transmitir sinceridade e uma visão mais transparente de quem ela é.
“Roll” lidera o projeto com atmosfera leve e nostálgica
A faixa principal do EP, Roll, apresenta uma sonoridade indie-pop vibrante e acompanha a narrativa de uma conexão breve, vivida durante uma noite aparentemente sem fim. A canção aborda a intensidade de momentos passageiros e a percepção de que algumas experiências existem apenas em um espaço específico do tempo.
A música funciona como uma porta de entrada para os temas explorados ao longo do projeto. Em vez de focar apenas em relacionamentos, Olivia utiliza situações cotidianas para discutir transformação, aceitação e mudança.
O lançamento chega pouco mais de um ano após sua estreia oficial. A cantora iniciou sua carreira solo em outubro de 2024 com o single 42 e, meses depois, apresentou o EP Meanwhile, em fevereiro de 2025. Desde então, vem construindo uma discografia marcada por composições pessoais e melodias envolventes, incluindo faixas como Strategy, Lucky Me e Too Good to be Bad.
Entre a Austrália e a Coreia do Sul
Nascida na Austrália, Olivia mudou-se para a Coreia do Sul aos 10 anos de idade. A experiência de crescer entre duas culturas distintas teve influência significativa em sua formação pessoal e artística.
Ela relembrou que, inicialmente, enfrentou dificuldades para se adaptar ao novo país, mas que, com o passar dos anos, desenvolveu uma forte conexão com a cultura sul-coreana. Atualmente, afirma sentir-se igualmente em casa tanto na Austrália quanto na Coreia do Sul, condição que contribui para sua visão multicultural da música.
Antes de estrear como cantora, Olivia construiu uma carreira nos bastidores da indústria do K-pop. Ela participou da composição de músicas para artistas renomados, como BoA, Kep1er e KISS OF LIFE.
Segundo a artista, escrever para outros intérpretes oferece liberdade para explorar diferentes estilos musicais. No entanto, lançar músicas com sua própria voz proporciona uma satisfação especial, pois permite compartilhar histórias pessoais e expressar sua identidade de forma mais direta.

Honestidade como principal conexão com os fãs
Apesar do rápido crescimento de sua carreira, Olivia acredita que ainda está em processo de descoberta pessoal. A cantora afirmou que busca, diariamente, sentir-se mais confortável consigo mesma e superar barreiras internas que dificultam uma exposição totalmente honesta.
Ao falar sobre seu público internacional, ela explicou que não compõe pensando em um ouvinte específico. Seu foco principal é criar músicas que façam sentido para ela mesma, confiando que a sinceridade emocional será capaz de atravessar diferentes idiomas e culturas.
Como conselho para a versão mais jovem de si mesma, Olivia destacou a importância de confiar nos próprios instintos. A artista reconheceu que passou muito tempo buscando validação externa, mas aprendeu que suas decisões criativas mais gratificantes surgiram justamente quando seguiu sua intuição.
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Encerrando a entrevista, a cantora enviou uma mensagem carinhosa aos fãs brasileiros. Ela afirmou estar ansiosa para que o público conheça as novas músicas e demonstrou o desejo de reencontrar seus admiradores no país em breve, reforçando o carinho que sente pelos ouvintes brasileiros.
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