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Jackson Wang revela seu lado mais intimista com a “MAGICMAN 2” em São Paulo

Jackson Wang revela seu lado mais intimista com a “MAGICMAN 2” em São Paulo

Com menos foco em hits, o popstar apresenta um espetáculo dividido em blocos, criando uma experiência mais imersiva e emocional para os fãs.
Jackson Wang durante show em São Paulo (Foto: Ayumi K. Ranzin/Instagram)i
Jackson Wang durante show em São Paulo (Foto: Ayumi K. Ranzin/Instagram)i

O cantor Jackson Wang se apresentou na noite de quinta-feira (23), no Suhai Music Hall, com a turnê “MAGICMAN 2 World Tour”. Desta vez, sua passagem pela capital paulista entregou uma experiência intensa, cinematográfica e emocionalmente construída nos mínimos detalhes. Dividido em blocos, o espetáculo acompanha a desconstrução de um personagem e, ao mesmo tempo, o reencontro do artista consigo mesmo, com uma estética mais madura, sombria e ousada.

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Logo de cara, confesso: fui pega de surpresa. A primeira parte do show já deixa evidente o quanto essa nova fase se distancia da “MAGICMAN World Tour”, apresentada no Brasil em 2023, marcada por uma energia mais explosiva.

Desta vez, a vibe é outra: com uma setlist mais melódica e sensível, o show se constrói quase como uma peça de teatro, apoiada por vídeos conceituais que conectam os atos. Não à toa, a turnê vem sendo descrita como uma experiência narrativa completa, com início, meio e fim bem definidos.

A abertura com “High Alone” ambientaliza toda temática sombria e misteriosa desta nova fase, que apresenta um protagonista em conflito entre fama, solidão e identidade: temas centrais do álbum “MAGICMAN 2”. A partir daí, faixas como “Access” e “Hate To Love” aprofundam esse mergulho interno, reforçando a construção de um personagem fragmentado.

Com mais de duas horas de duração, o espetáculo se divide em momentos bem definidos e conta com banda ao vivo, dançarinos e diversas trocas de figurino. Um dos momentos mais comentados (e invejados) foi a interação direta com fãs nas performances de “Shadows On The Wall”, “Contact” e “Closer”, aproximando ainda mais o público dessa narrativa íntima.

Em seguida, o show desacelera e é justamente aí que ele cresce. A sequência de “Not For Me”, “Blue” e “Everything” entrega um dos trechos mais sensíveis da noite, reforçando a mensagem principal da turnê: o abandono de versões antigas de si mesmo. Essa montanha-russa emocional ganha ainda mais força quando o espetáculo retorna ao contraste das velhas conhecidas: “Dopamine” e “Titanic”, equilibrando intensidade e energia.

Outro ponto que merece destaque é o trabalho do time de dança Kinjaz, que mistura movimentos de artes marciais e hip-hop. Em “GBAD”, isso fica ainda mais evidente, transformando a música em um dos momentos mais marcantes da noite (e, sem dúvidas, um dos meus favoritos).

O encerramento ficou com “Dear” e “Sophie Ricky”, onde Jackson Wang compartilha registros pessoais em vídeo: fotos da infância, momentos com os pais, sua trajetória como esgrimista antes da carreira musical e, claro, sua ascensão com o GOT7. É um fechamento que conecta passado e presente, transformando o espetáculo em uma reflexão sobre amadurecimento, dor e transformação.

Entre uma música e outra, o artista também reforça sua conexão com o público. Em diversos momentos, Jackson Wang agradeceu pela oportunidade de dividir sua história:

“Obrigado por vocês terem vindo até aqui e por ouvirem a história que quero contar. Sempre digo aos meus fãs: encontrem o seu próprio modelo de felicidade. Encontrem o propósito de vocês. Eu sei que é difícil, mas espero que, quando chegarem em casa hoje, pensem sobre isso.”

No entanto, tenho que ser sincera: mesmo com uma setlist incrível que me surpreendeu, não posso deixar de comentar que senti falta de algumas faixas queridinhas como “100 Ways”, “LMLY”, “Blow” e “Cruel”.

No fim, isso também diz muito sobre o momento atual do artista. “MAGICMAN 2” não tenta repetir fórmulas, pelo contrário, rompe com elas. É um show menos focado em hits e mais em narrativa, menos sobre a performance em si e mais sobre a construção de identidade. Um espetáculo que, como o próprio Jackson sugere ao público, convida a enxergar o artista a partir de diferentes camadas emocionais.

E, para quem saiu com aquele gostinho de “quero mais”, pode ficar tranquilo: tudo indica que ele deve voltar. Ao final da apresentação, Jackson comentou que pretende retornar já no próximo ano com um show completamente diferente. Esse foi o verdadeiro “This is Jackson Wang from China”, e posso dizer que foi um prazer conhecer.


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