V para Tirtir. Foto: Reprodução/Tirtir/Instagram
V, integrante do BTS, afirmou nesta quinta-feira, 20, que não autorizou o uso de mensagens privadas trocadas com Min Hee Jin como prova em processo judicial contra a HYBE. As conversas no aplicativo KakaoTalk foram anexadas à ação que discute a rescisão de acordo de acionistas e o pagamento de ações à ex-CEO da ADOR.
A decisão de primeira instância saiu em 12 de fevereiro. O 31º Tribunal Cível do Distrito Central de Seul julgou o caso a favor de Min Hee Jin e determinou que a HYBE pague cerca de 25,5 bilhões de won, o equivalente a aproximadamente US$ 17,7 milhões. A empresa apresentou recurso no dia 19.
A disputa judicial teve início após divergências entre a HYBE, controladora de diversas gravadoras, e Min Hee Jin, que comandava a ADOR, selo responsável pelo grupo NewJeans. Em 2024, a empresa acusou a executiva de tentar assumir o controle da subsidiária.
Min Hee Jin negou as acusações e recorreu à Justiça para garantir o direito de exercer uma opção de venda prevista em contrato. Esse mecanismo permite ao acionista vender suas ações à empresa por valor previamente fixado. O conflito ganhou repercussão após declarações da executiva sobre suposta semelhança entre o conceito do grupo ILLIT e o do NewJeans.
Segundo o jornal Sports Kyunghyang, a defesa apresentou conversas trocadas entre Min Hee Jin e V. Em uma das mensagens, o cantor comentou que também achou os projetos “semelhantes” ao falar sobre acusações de plágio.
O conteúdo foi aceito como parte das provas na ação sobre o acordo societário. A inclusão das mensagens ampliou a repercussão do caso na indústria do entretenimento sul-coreano.
Após a divulgação, V se manifestou nos Stories do Instagram. Disse que a conversa fazia parte de um diálogo cotidiano e que compartilhou a opinião por empatia. Afirmou que não tinha intenção de tomar partido e declarou estar “extremamente perplexo” com o uso do conteúdo sem seu consentimento.
Em nota, a HYBE informou que o artista apenas expressou empatia em conversa privada e que não concordava com observações específicas feitas por Min Hee Jin. A empresa acrescentou que ficou confirmado que V demonstrou insatisfação com o uso do material como prova sem autorização.
O processo segue para análise em segunda instância. A decisão final poderá alterar os termos do acordo de acionistas firmado entre as partes.
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