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Brasileira que perseguiu Jungkook é condenada na Coreia do Sul e pode ser deportada

Fã brasileira acusada de perseguir Jungkook, integrante do BTS, foi condenada pela Justiça da Coreia do Sul a um ano de prisão, com pena suspensa por dois anos, por violação da Lei de Punição ao Stalking e invasão de propriedade. A decisão foi divulgada pela imprensa sul-coreana neste domingo (22) e o caso voltou a gerar debates sobre os limites entre admiração e perseguição.

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Segundo a sentença, a mulher visitou a residência do artista, localizada no distrito de Yongsan, em Seul, 22 vezes ao longo de aproximadamente um mês, entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Durante esse período, ela aguardava o cantor nas proximidades da casa, deixava cartas e objetos na propriedade e chegou a arremessar itens por cima dos muros e pelas frestas da porta.

Um dos episódios mais graves ocorreu entre a noite de 12 e a madrugada de 13 de dezembro, quando a mulher tocou a campainha da residência do Jungkook 133 vezes. As autoridades classificaram a atitude como um dos principais elementos que demonstraram a insistência e a intensidade da perseguição.

De acordo com os autos do processo, a situação se agravou ainda mais no dia seguinte. A acusada teria observado a entrada de um entregador na residência e aguardado a saída do funcionário para acessar a propriedade por uma porta lateral que permaneceu aberta. A invasão resultou em sua prisão em flagrante.

Apesar da detenção, a mulher foi liberada posteriormente após receber uma advertência formal da polícia para que não voltasse a se aproximar da residência do cantor. No entanto, segundo a Justiça, ela ignorou a orientação e continuou comparecendo ao local.

Dias depois, as autoridades emitiram uma medida emergencial proibindo que a acusada se aproximasse a menos de 100 metros da residência de Jungkook. Ainda assim, a fã voltou a descumprir a determinação ao deixar fotografias e materiais impressos nas proximidades da casa do artista.

Diante das repetidas violações, o caso foi encaminhado à Justiça sob acusações de stalking e invasão de propriedade.

Justiça cita deportação ao definir sentença

Ao anunciar a decisão, o Tribunal Distrital de Seul Ocidental reconheceu a gravidade das ações e destacou que a acusada continuou cometendo os atos mesmo após advertências policiais e medidas restritivas.

A defesa de Jungkook também teria solicitado uma punição rigorosa diante da frequência das invasões e do descumprimento das ordens emitidas pelas autoridades.

Ainda assim, o tribunal considerou alguns fatores atenuantes. Entre eles, o entendimento de que a mulher não demonstrou intenção de causar danos físicos ao artista, além do fato de ter permanecido cerca de três meses detida durante a investigação.

Outro ponto citado pela Justiça foi a possibilidade de deportação após o trânsito em julgado da sentença. Segundo os magistrados, a expulsão do país reduz significativamente o risco de reincidência, o que contribuiu para a aplicação da pena suspensa.

Caso reacende debate sobre privacidade de artistas

O episódio voltou a levantar discussões sobre a segurança e a privacidade de artistas sul-coreanos, especialmente diante do aumento de casos envolvendo fãs obsessivos, conhecidos na Coreia do Sul como “sasaengs”.

Nos últimos anos, diversas celebridades do entretenimento coreano relataram invasões de privacidade, perseguições em aeroportos, divulgação de informações pessoais e tentativas de acesso a residências particulares.

Tanto Jungkook quanto a BIGHIT MUSIC já se manifestaram diversas vezes sobre a importância do respeito aos limites entre artistas e fãs. A empresa também tem reforçado que tomará medidas legais contra comportamentos que coloquem em risco a segurança dos integrantes do BTS.

Com a decisão judicial, a fã brasileira permanece condenada a um ano de prisão com suspensão da pena por dois anos e poderá ser deportada da Coreia do Sul após a conclusão dos procedimentos legais.

teamdorameiraa

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