Heeseung em fotos conceituais do cover da música "this is fall in love feels like", de JVKE. Foto: Divulgação/BELIFT LAB
A madrugada do dia 10 de março de 2026 nunca sairá da memória das ENGENEs. Às 4h da manhã (16h no horário da Coreia do Sul), a empresa BELIFT LAB publicou uma nota na plataforma de fãs Weverse sobre o futuro do ENHYPEN e anunciou a notícia que nenhum fã esperava: o integrante Heeseung não faria mais parte do grupo para seguir carreira solo, e o ENHYPEN continuaria suas atividades com seis membros. Apenas nove minutos após o anúncio, Heeseung publicou sua própria mensagem agradecendo pelos seis anos vividos ao lado de Jay, Sunoo, Jake, Jungwon, Sunghoon e Ni-ki. O artista afirmou que, após refletir profundamente, decidiu trabalhar em seus projetos pessoais, seguindo uma direção sugerida pela empresa.
Heeseung também comentou que não queria colocar seus desejos pessoais acima do ENHYPEN e que pretende trabalhar o mais rápido possível para retornar com novos projetos e reencontrar os fãs. Quando a notícia se espalhou pela manhã, muitos foram pegos de surpresa pela forma repentina com que tudo foi divulgado, e o engajamento dos fãs nas redes sociais rapidamente tomou grandes proporções. No entanto, as dúvidas começaram a surgir: Heeseung realmente desejava deixar o grupo ou foi pressionado a sair? Há algum escândalo por trás da decisão? Os outros integrantes tinham conhecimento prévio da situação? Enquanto as perguntas continuam sem respostas claras, a mobilização dos fãs pela volta de Heeseung ao ENHYPEN segue crescendo em diferentes plataformas e comunidades ao redor do mundo.
A saída de Lee Heeseung foi um anúncio que chocou fãs e admiradores do K-Pop pela forma relâmpago e sem qualquer aviso prévio com que foi comunicado. Dois dias antes da notícia, os integrantes do ENHYPEN participavam de um fansign na China — com exceção de Ni-ki, que não compareceu por ser japonês, em meio às tensões políticas entre os dois países asiáticos. Um detalhe que chamou atenção dos fãs foi que os seis integrantes presentes não posaram para as tradicionais fotos no aeroporto, algo comum nas agendas do grupo, o que muitos interpretaram como uma tentativa de reforçar a ideia de que o ENHYPEN continuava sendo composto por sete integrantes, e não seis.
Durante as conversas com as ENGENEs, Heeseung compartilhou o quanto estava ansioso pelos próximos projetos com o grupo, mencionando a nova turnê planejada para os meses seguintes e, especialmente, o show marcado para Melbourne, na Austrália, neste fim de semana — um evento aguardado há seis anos, que teria um significado especial por ser o país onde Jake cresceu. O timing do anúncio, portanto, ocorreu em meio a uma agenda intensa e sem qualquer indício público de que Heeseung estivesse preparando atividades solo.
Alguns detalhes em torno da saída do artista também levantaram suspeitas entre os fãs sobre a possibilidade de a decisão não ter sido totalmente voluntária. Na nota divulgada pela BELIFT LAB, a empresa afirmou que “Heeseung possui sua própria visão musical”. Já o artista declarou que decidiu “seguir a direção sugerida pela empresa”, o que muitos interpretaram como uma possível contradição entre as versões apresentadas. Outro fator que chamou atenção foi o horário do anúncio. A notícia foi divulgada às 16h no horário sul-coreano, algo considerado incomum na indústria do K-Pop, já que empresas costumam publicar comunicados importantes em horários padronizados, como 00h ou 20h (KST).
Horas antes da divulgação da saída, o jogo oficial ENHYPEN WORLD havia anunciado um novo merchandising contendo os sete integrantes, incluindo cartas e photocards de Heeseung. Pouco depois do anúncio oficial, o material foi rapidamente cancelado com a justificativa de que haveria mudanças. Além disso, conteúdos do grupo também sofreram alterações: o programa de variedades EN‑O’Clock, que já tinha um episódio programado para ir ao ar na quinta-feira (12), foi adiado para abril. Para muitos fãs, a sequência de cancelamentos e mudanças repentinas reforça a impressão de que a saída de Heeseung foi decidida às pressas e sem planejamento prévio.
Atualmente, apenas Jay e Sunghoon possuem músicas solo lançadas oficialmente fora das atividades do ENHYPEN. Os demais membros — incluindo Heeseung — haviam se limitado a apresentar covers de músicas famosas, algo comum entre idols e que nunca representou um obstáculo para conciliar com as atividades do grupo. Na indústria do K-Pop, inclusive, diversos artistas conseguem desenvolver carreiras solo paralelamente às atividades em grupo, o que fez com que o argumento de que Heeseung poderia prejudicar o ENHYPEN ao focar em projetos individuais gerou desconfiança entre o fandom.
Outro ponto que alimenta os questionamentos é a proximidade do fim do contrato do grupo, previsto para o próximo ano. Os sete integrantes poderiam optar por renovar, encerrar as atividades ou até mesmo migrar para outra empresa, negociando condições que permitissem explorar projetos solos sem deixar o ENHYPEN. No entanto, Heeseung deixou o grupo antes desse momento. O artista continuará vinculado à BELIFT LAB para desenvolver sua carreira solo, mas muitos fãs demonstram preocupação de que ele possa acabar sendo colocado na chamada “geladeira” da empresa, permanecendo sem atividades significativas até o fim do contrato.
Na manhã da última quarta-feira (11), Jay, Sunoo, Jake, Jungwon, Sunghoon e Ni-ki apareceram pela primeira vez em público após o conturbado anúncio da saída de Lee Heeseung do ENHYPEN, participando de fancalls com fãs. No entanto, algo não passou despercebido pelas ENGENEs: os integrantes pareciam visivelmente abatidos e com os olhos inchados, especialmente Sunoo e Jay. Em comparação com fancalls realizadas anteriormente, muitos fãs comentaram que os seis membros pareciam se esforçar para sorrir durante as interações, o que levou a empresa a receber críticas por mantê-los trabalhando naquele momento delicado.
No mesmo dia, Jay e Jake participaram por chamada de vídeo do programa australiano The Morning Show. Durante a entrevista, Jake comentou que o grupo vinha ensaiando intensamente e que algumas mudanças haviam sido feitas na coreografia, algo interpretado por fãs como um indício de que adaptações precisaram ser feitas às pressas após a saída de Heeseung. Em suas aparições públicas mais recentes, muitos fãs afirmam ser perceptível o impacto emocional da situação sobre os membros do ENHYPEN, que tentam se manter firmes para cumprir a agenda e apoiar os fãs em meio ao momento turbulento.
Mas, se a BELIFT LAB esperava que o público aceitasse a decisão de forma passiva, a reação tomou proporções gigantescas em poucas horas. Logo após o anúncio, fãs criaram um abaixo-assinado pedindo que Heeseung permaneça no grupo mesmo desenvolvendo sua carreira solo. A mobilização rapidamente ultrapassou 1,5 milhão de assinaturas, reunindo não apenas ENGENEs, mas também fãs de outros fandoms. O principal pedido dos fãs não é cancelar a carreira solo do artista, mas permitir que ele concilie atividades individuais com sua permanência no ENHYPEN, algo que já acontece com diversos artistas da indústria musical sul-coreana.
A mobilização também ultrapassou o ambiente online. Diversos caminhões de protesto foram enviados à sede da HYBE, com mensagens exibidas em painéis digitais, enquanto cartazes foram colocados ao redor do prédio da empresa. Além disso, algumas ENGENEs organizaram protestos presenciais em frente à sede, segurando placas que afirmavam que o ENHYPEN é um grupo de sete membros, pedindo o retorno de Heeseung e reforçando que o artista não deveria ser tratado apenas como um produto da empresa.
Grande parte desses protestos foi organizada por fandoms internacionais, e mobilizações ainda maiores estão previstas para acontecer nos próximos dias. O nome de Lee Heeseung foi mencionado cerca de 10 milhões de vezes nas redes sociais em apenas um dia, segundo dados divulgados pelo portal Yahoo. Desde o dia 10, diversas hashtags pedindo o retorno do artista ao ENHYPEN seguem entre os assuntos mais comentados, demonstrando a dimensão da mobilização dos fãs ao redor do mundo.
A BELIFT LAB foi questionada pela revista Billboard na última quinta-feira (12) sobre a saída de Lee Heeseung do ENHYPEN. Em resposta, a empresa declarou:
“Concluímos que permitir que Heeseung se concentre totalmente em sua carreira solo, em vez de buscar atividades individuais dentro do grupo, seria a abordagem mais satisfatória tanto para o ENHYPEN quanto para o próprio Heeseung.”
A declaração, no entanto, voltou a levantar questionamentos entre os fãs. Muitos apontaram que o comunicado deixa implícito que a decisão teria partido da própria empresa, e não necessariamente do artista, reforçando a percepção de contradições em relação às versões apresentadas anteriormente. Outra teoria que circula entre fãs e observadores da indústria envolve uma possível “cortina de fumaça” relacionada a Bang Si-Hyuk, fundador, presidente do conselho e principal acionista da HYBE. Si-Hyuk está sendo investigado por autoridades sul-coreanas por supostamente enganar investidores antes da empresa abrir capital em 2020.
Segundo as acusações, investidores antigos teriam sido informados de que não havia planos de realizar um IPO (Oferta Pública Inicial). No entanto, ao mesmo tempo, a empresa já estaria se preparando para a abertura de capital, enquanto alguns fundos privados teriam adquirido ações por valores mais baixos antes do anúncio oficial. Caso comprovadas, essas práticas poderiam configurar fraude e manipulação de mercado, de acordo com a legislação financeira sul-coreana.
Além disso, alguns ex-funcionários da empresa já receberam sentenças relacionadas ao uso de informações privilegiadas, após negociarem ações com base em dados internos e lucrarem posteriormente com o IPO da HYBE. No dia 3 de março, uma coletiva recente envolvendo denunciantes apresentou novas alegações contra Bang Si-Hyuk, incluindo possíveis negociações ilícitas de ações, violação de confiança corporativa, uso de ativos ligados a artistas como garantia financeira e transferências suspeitas envolvendo bilhões de won.
A teoria de que Heeseung poderia ter sido usado como uma distração midiática ganhou força devido à proximidade das datas: em 3 de março, surgem novas acusações contra Bang Si-Hyuk; e, uma semana depois, em 10 de março, é anunciada a saída de Heeseung do ENHYPEN. Em situações envolvendo figuras poderosas ou grandes empresas, notícias capazes de gerar grande repercussão pública podem, por vezes, acabar desviando a atenção de outros assuntos delicados.
Embora essa hipótese não tenha sido confirmada, alguns observadores apontam que a proximidade entre os acontecimentos e a forma abrupta do anúncio alimentaram as especulações. Após a repercussão global da saída de Heeseung, os debates sobre as acusações envolvendo Bang Si-Hyuk teriam diminuído significativamente nas redes sociais.
Até a publicação desta matéria, Heeseung ainda não apareceu publicamente para conversar com os fãs, seja por meio de transmissões ao vivo, cartas adicionais ou outras interações diretas, deixando muitas dúvidas em aberto sobre seu futuro. Por enquanto, não há como saber com precisão o que aconteceu nos bastidores ou quais foram os fatores determinantes para sua saída. Restam apenas suposições e a expectativa de que mais esclarecimentos sejam feitos nos próximos dias.
Enquanto isso, o ENHYPEN segue com suas atividades como um grupo de seis integrantes, enquanto as ENGENEs continuam demonstrando apoio ao artista e ao grupo, reiterando que, para muitos fãs, o ENHYPEN sempre será formado por sete membros — e mantendo viva a esperança de um possível retorno em breve.
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