Depois de viver uma personagem marcada pela rigidez e pela violência em A Juíza do Inferno, Park Shin Hye decidiu mudar de rota. O novo projeto, Hong, a Infiltrada, aposta em leveza, humor e nostalgia. O desafio, porém, não foi pequeno: a atriz precisou rejuvenescer cerca de 15 anos para interpretar uma personagem de 20.
A revelação veio durante uma coletiva de imprensa recente. Park Shin Hye contou que sentiu pressão ao aceitar o papel, não apenas pelo trabalho físico, mas pela memória afetiva do público. Como estreou muito jovem na televisão, sua aparência aos 20 anos ainda está viva para quem acompanha doramas há mais tempo.
Park Shin Hye comenta sobre pressão de voltar no tempo
Segundo a atriz, interpretar uma personagem dessa idade gera comparações inevitáveis. O público lembra como ela era naquela fase da vida. Isso torna o desafio mais delicado do que parece.
Park Shin Hye falou sobre a cobrança estética e emocional de revisitar uma juventude que já passou. Em tom de brincadeira, reconheceu que a expectativa dos fãs pesa. Ainda assim, destacou que o papel trouxe diversão e liberdade criativa, algo que buscava após projetos mais sombrios.
Uma trama de disfarces e investigação
Ambientado nos anos 1990, Hong, a Infiltrada acompanha Park Shin Hye, interpretando a personagem Hong Geum-bo, uma mulher de 35 anos que ocupa um cargo estratégico em um órgão governamental de supervisão financeira. Competente e meticulosa, ela detecta movimentações suspeitas em uma empresa privada.
Para investigar o caso, decide agir por conta própria. Assume então uma identidade falsa: Hong Jang-mi, uma estagiária de apenas 20 anos. A partir daí, passa a viver uma rotina dupla, equilibrando a postura de executiva experiente com a ingenuidade exigida pelo disfarce.
O drama explora o contraste entre essas duas versões da mesma mulher. O humor surge justamente das tentativas de Geum-bo de se adaptar a um ambiente corporativo hostil sem levantar suspeitas.
Figurino retrô e nostalgia dos anos 90
Um dos pontos altos do drama está na caracterização. A produção investe pesado na estética noventista para diferenciar as fases da personagem. A Geum-bo adulta surge com visual sóbrio. Blazers estruturados, ternos clássicos e cabelos lisos reforçam a imagem de autoridade. Já a versão infiltrada abraça o exagero típico da década.
O figurino de Jang-mi foi inspirado na era “Candy”, do grupo H.O.T., ícone do K-pop nos anos 1990. Calças largas, camisas oversized, presilhas coloridas e acessórios vibrantes ajudam a transportar o espectador para aquele período.
Um drama no tempo certo
Dramas com temática retrô vivem um bom momento no streaming. A nostalgia tem funcionado como elo entre gerações, tanto para quem viveu os anos 1990 quanto para quem os conhece pela cultura pop.
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Com um elenco de apoio sólido e direção experiente, Hong, a Infiltrada aposta no equilíbrio entre comédia e tensão investigativa. A proposta é divertir sem abrir mão de uma trama bem amarrada.
Hong, a Infiltrada estreia em 17 de janeiro, com distribuição no Brasil pela Netflix. Para Park Shin Hye, o drama marca mais um passo em uma carreira que segue em constante reinvenção.
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